PERGUNTE À PSICÓLOGA
Olá Mamães e futuras mamães,
A partir de agora, eu, Ana Cláudia Vitorello Albertoni,  psicóloga,  terei um canal de comunicação direto com vocês. Neste espaço, vocês poderão esclarecer suas dúvidas, comentar, criticar e também dar sugestões. Queremos desmistificar as questões emocionais durante a gravidez, época de muitas dúvidas e temores, para que todos possam acolher o bebê que está por vir da melhor forma possível. Não tenham receio de procurar ajuda. .

Escreva para blogdabpsicologa@maternofetal.com.br. Caso queira, preservaremos sua identidade para evitar qualquer exposição.
Teremos o maior prazer em responder a sua dúvida.
Um abraço!
Ana Cláudia


N
 
" A NAMORADINHA DO PAPAI"

Quem tem filhas em casa já pode ter se deparado com situações de ciúmes quando o pai abraça ou beija a companheira. Ela afirma que é a “namoradinha do papai”.


Por volta dos 4 anos de idade, a criança começa a perceber que existe uma relação triangular entre ela, o pai e a mãe, ou esposa do pai, e quando um dá atenção ao outro, a criança sente-se sobrando.


Se você perceber esse tipo de situação fique atenta, pois sua filha pode estar querendo um espaço exclusivo na sua vida, quer reivindicar o seu espaço.


Sentir-se excluída da relação pai-mãe pode gerar um sentimento de insegurança na criança, por isso muitas vezes ela pode manifestar raiva ou ficar chateada quando o pai dá atenção à companheira.


Não incentive esse tipo de comportamento, mas mostre à sua filha que ela tem um espaço garantido de filha na relação familiar. Também mostre e deixe claro que este espaço de filha é diferente do espaço da esposa, assim como o amor de pai é diferente do amor de marido e namorado.


Boa sorte!


Ana Cláudia

2010-06-16

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Como educar nossos filhos para se tornarem adultos com valores que façam a diferença e assim contribuir para um mundo melhor?

Meu filho, que hoje tem oito anos, mudou de escola este ano, e até então, na escola antiga que esteve desde bebê, conviveu sempre muito bem com as diferenças. O preconceito fora muito bem trabalhado pelas professoras e demos continuidade em casa.


Dias desses, ele chegou em casa e disse: “Mãe, o Bruno* disse que a Júlia* era cor de chocolate quente e ficou rindo dela. Eu achei muito feio, mas também engraçado!”


Fiquei um pouco frustrada com o fato de ele ter achado graça de uma situação tão triste como essa, mas sem fazer dramas fui logo conversando com ele e terminei o nosso papo com a certeza de que ele entendera o preconceito que a amiguinha havia sofrido.


O preconceito é algo que está sempre presente e muitas vezes nem notamos. Não falo só de cor, raça, sexo, classe social, que são mais visíveis. Falo do preconceito velado, que fica subentendido.


Às vezes discriminamos a comida, as roupas, as atitudes das pessoas, e classificamos como feio ou bonito, sem nos darmos conta que estamos dando exemplos claros para nossos filhos seguirem, A criança envolve-se com as atitudes e não somente com as palavras dos pais.


Tente mostrar ao seu filho como as pessoas são diferentes umas das outras e isso não fará ninguém gostar mais ou menos da outra pessoa. Uma tem cabelo comprido, outra crespo, outro liso, um usa óculos, outro gosta de matemática.


Mas, cuidado, não devemos cair nos extremos e achar que todo mundo é igual, porque não é. É só deixar claro que as diferenças não tornam uma pessoa melhor do que a outra.


Compreendendo e respeitando a diversidade, seu filho aprenderá a COMPAIXÃO, e provavelmente numa situação gerada por preconceito, terá discernimento para entender e coragem para intervir.


Um forte abraço! Ana Cláudia

2010-04-14

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ANDO STRESSADA. SERÁ QUE VAI FAZER MAL PARA MEU BEBÊ?

Realmente o período da gravidez pode ser considerado como uma montanha russa de sentimentos. Ora estamos felizes, seguras e autoconfiantes, ora nos sentimos sozinhas, frágeis e com muito medo do que está por vir.


Se esta instabilidade emocional for muito intensa e recorrente, pode sim afetar a sua saúde, alterando o seu sono e o seu sistema imunológico.


É muito comum ouvirmos que as grávidas não podem se incomodar, ficar agitadas, porque isso pode afetar o bebê. Fique tranqüila, pois os problemas do dia a dia que podem gerar estas emoções não vão afetar o seu bebê. Ele não sente o que você sente ( raiva, tristeza, dor) ao pé da letra.


Então, relaxe e tente encarar os problemas que surgirem sem culpa, e se perceber que está difícil controlar a ansiedade, converse com seu médico, que lhe indicará um especialista que possa ouvi-la e acolhê-la.Assim, você poderá curtir a gravidez com alegria!


Um forte abraço! Ana Cláudia

2010-03-03

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A VOLTA AO TRABALHO!

"Assim que um filho nasce ele passa a ser prioridade em nossas vidas. E é nesse momento que o trabalho passa a ser um desafio pra nós, mulheres.


Como deixar um ser tão pequeno e ainda dependente aos cuidados de outra pessoa? Essa separação não é fácil, mas pode ser menos dolorosa se tomarmos algumas medidas até mesmo antes do bebê nascer.


Programar- se é fundamental para que tudo dê certo e não cause tanta ansiedade. Algumas mulheres decidem trabalhar em casa, outras conseguem remanejar horários, outras trabalham em dias alternados, mas seja qual for a dinâmica, é o momento de rearranjar tudo.


A volta à rotina de trabalho coincide com uma nova rotina para o bebê também. Agora você não ficará disponível o tempo integral, e ele terá que se socializar e se acostumar com outra pessoa, seja o pai, os avós, a babá ou a professora da creche.


Isso geralmente costuma ser muito positivo para ambas as partes, pois há crescimento tanto para a mãe como para o bebê, que vai conquistando uma certa "independência" materna. A mulher também se sentevalorizada na esfera profissional, com reflexos na sua auto-estima.


Se tudo for organizado e pensado com antecedência e compartilhado com todos os membros da família, a volta ao trabalho tende a ser tranqüila e gratificante.


Lembre-se que este é apenas mais um dos desafios que envolvem a MATERNIDADE."


Abraços


Ana Cláudia

2010-01-25

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INFELIZ COM O CORPO!

Estou grávida de 8 meses, ou seja, no final da gravidez e estou me sentindo gorda, feia e muito triste por isso, pois sempre cuidei do meu corpo. Tenho medo de não voltar ao normal. Não queria sentir isso.


Carla A. – São José - SC


" Não é à toa que a gravidez é considerada por muitos autores como uma fase crítica, de mudanças não só físicas, mas emocionais. É um momento de transição, onde muitas vezes a mulher não consegue mais se reconhecer naquele corpo e naquela situação. Frases do tipo:" às vezes nem acredito que estou grávida!" "Parece um sonho!", realmente são sentidas como verdadeiras. E realmente a vida tomará outro sentido e não será mais a mesma de antes. E quero deixar claro que esse comentário não tem valor do tipo melhor ou pior, apenas será diferente. Tente se acalmar e viver positivamente essa fase. Se você sempre se cuidou, não tenha dúvidas de que esse comportamento voltará assim que a novidade do nascimento do bebê passar. Após o parto, essa insegurança e esse medo de não voltar ao corpo de antes poderá continuar, até porque os cuidados agora estão voltados para o bebê, é ele quem necessita de atenção neste primeiro momento. À medida que o tempo passar, a segurança e a auto-estima tendem a voltar, e não só os cuidados com o seu corpo, mas a sua vida de uma maneira geral voltará ao normal."

2010-01-13

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ISSO É NORMAL?

Meu bebê está completando três meses e desde que ele nasceu não consigo parar de chorar. Às vezes, me dá até vontade de fugir. Isso é normal?


Lúcia – Biguaçu


Lúcia, se você já passou pelo “blues puerperal”, que é uma depressão esperada logo após o parto e dura em média 30 dias, isso não pode ser considerado normal. Você precisa ser amparada e acolhida neste momento tão importante da sua vida. Procure ajuda de um profissional, que poderá ser um psicoterapeuta ou psiquiatra.

2009-12-08

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SEGUNDO FILHO

Desde que engravidei de meu segundo filho, meu primogênito de três anos apresenta um comportamento estranho ao ponto de bater em minha barriga. Não sei como devo reagir a esses ataques. Por favor, me ajude.


Flávia- São José


Flávia, tenha muita paciência e calma com seu filho. Ele está reagindo a uma situação nova e ameaçadora pra ele. Peça a ele que fale sobre o que pensa sobre a chegada do irmãozinho, deixe-o expressar seus medos e fantasias. Mostre a importância dele na família, ressalte suas características positivas e assegure o seu lugar no meio familiar. Mas, não deixe agredir você. Se isso acontecer, segure suas mãos com firmeza, abaixe-se até a sua altura e diga a ele que não faça mais isso. Faça isso com firmeza. E não desista, pois talvez terá que repetir esse comportamento muitas vezes.

2009-11-25

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PERGUNTAS & RESPOSTAS

Estou no quarto mês de gestação de nosso primeiro filho e notei que meu marido está com receio de ter relações sexuais, pois diz que pode me machucar. Isso é normal? O que posso fazer para ajudá-lo?


Cristiane – Florianópolis


Este comportamento “evitativo” é comum e esperado. Geralmente os homens temem machucar o bebê, porque além de ser uma situação completamente nova e que desperta muitas fantasias, há uma mudança na imagem da mulher. Agora ela é vista como mãe, e a sua sexualidade então, é deixada de lado. Neste momento o prazer é transferido pra maternidade. Converse com seu marido, esclareça todas as suas dúvidas e assegure que não há perigo (salvo em casos especiais observados pelo seu médico) em ter relações sexuais.

2009-11-04

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