A cardiotocografia consiste no registro gráfico simultâneo das variações da frequência cardíaca fetal e da atividade uterina (contratilidade).
Idealmente realizado a partir das 30 semanas, tem por objetivo a análise da vitalidade fetal e do número e padrão das contrações. A variação da frequência cardíaca é assegurada pela oxigenação normal do sistema nervoso autônomo (especialmente tônus simpático). Em situações nas quais a placenta perde a capacidade de oxigenar o bebê, o traçado cardiotocográfico exibe pouca ou nenhuma variação da frequência cardíaca do concepto, penalizando a análise e norteando o obstetra a promover a antecipação do parto.
O perfil biofísico fetal associa a cardiotocografia ao estudo ultrassonográfico do volume de líquido amniótico e outras variáveis de vitalidade, como tônus, movimentação do bebê e movimentos respiratórios, propiciando a elaboração de um escore, na qual a pontuação acima de oito indica bem-estar fetal.